A soberania popular brasileira apresenta sinais de disputa: há reconstrução institucional, mas também barreiras materiais, violência política e desinformação que limitam o exercício real do poder popular.
Indicadores políticos, sociais e econômicos das democracias contemporâneas.
A soberania popular brasileira apresenta sinais de disputa: há reconstrução institucional, mas também barreiras materiais, violência política e desinformação que limitam o exercício real do poder popular.
Leitura experimental dos últimos 30 dias. Mede eventos de violência política, fatalidades e mobilizações públicas. Sem chave de API configurada, o sistema exibe uma última leitura conhecida.
Use estes botões apenas no ambiente de teste. Eles simulam falhas nas APIs para confirmar se o sistema exibe a última leitura conhecida e atualiza o painel de status.
Nota atual: 6.4 / 10
Base metodológica manual — transição para automação em curso.
Esta versão do termômetro opera com nota calculada manualmente pela equipe do projeto, com base nos indicadores estruturais e conjunturais descritos abaixo. A automação via APIs públicas está em desenvolvimento e será integrada progressivamente.
O que já está funcionando:
O que está em desenvolvimento:
A transparência sobre o processo faz parte da metodologia. Acompanhe as atualizações.
Liberdade de imprensa, pluralidade informativa, transparência pública e direito social à verdade verificável. Sobe quando jornalistas trabalham com segurança e o Estado publica dados. Cai quando há ataques à imprensa, censura ou opacidade institucional.
Segurança jurídica do povo, proteção contra arbítrio, direitos civis e condições reais de organização social. Sobe quando o sistema jurídico protege o cidadão comum. Cai quando o arbítrio avança e os direitos de organização são restringidos.
Ameaças, intimidação, repressão, agressões e medo como formas de reduzir a participação pública. Inclui violência física contra agentes políticos, ameaças documentadas e repressão institucional. Quanto menor a nota, maior a intimidação.
Organização coletiva, comparecimento eleitoral, movimentos sociais, sindicatos, associações e mobilização pública. Sobe quando a sociedade se organiza e participa. Cai quando o medo, a precarização ou o desânimo reduzem a presença popular.
Desigualdade, precarização, acesso a direitos sociais e barreiras materiais à participação democrática. A democracia formal sem condições materiais é democracia de fachada. Este indicador mede se a vida concreta permite participar.
Fragmentação da consciência coletiva, discurso de ódio, bolhas digitais e deterioração do debate público. Sobe quando o debate público é plural e verificável. Cai quando a desinformação organizada fragmenta a percepção coletiva da realidade.
O Termômetro da Democracia Brasileira é uma ferramenta de monitoramento visual feita para medir o equilíbrio das forças políticas no país. Partimos do fato de que a democracia não é um conceito abstrato, mas o resultado concreto das garantias conquistadas pelo povo.
Onde há organização popular e direitos garantidos, a soberania se fortalece. Onde avançam a violência, o silenciamento e a concentração de poder, o espaço público é asfixiado e a soberania do povo corre perigo.
Nosso objetivo não é criar um índice acadêmico e distante, mas organizar os sinais da realidade em um painel transparente e coletivo. É uma bússola para quem entende que a liberdade só faz sentido se for exercida no chão da vida real.
Voltar ao topoConsulte a página de indicadores para ver os dados gerais, econômicos, fontes e atualizações do projeto.
A primeira fase do termômetro está operacional: página pública, nota inicial, leitura do clima democrático, escala, histórico, metodologia resumida, página de indicadores e estrutura de atualização/fallback.
A próxima etapa é a Fase 2: ampliar automações, refinar fontes e transformar os indicadores em motor dinâmico verificável.
A próxima etapa integrará ACLED, histórico automático, gráfico de evolução e motor completo de atualização da nota.
A estrutura visual já está preparada no caderno de indicadores.
A próxima etapa consolida a base estrutural do termômetro: V-Dem, pesos 70/30, comparação internacional e publicação final.
Esta fase transforma o projeto em um observatório com maior legitimidade metodológica, articulando base institucional e pulso conjuntural.
O Termômetro acompanha o movimento da realidade brasileira por uma arquitetura 70/30.
Base Estrutural — 70%: qualidade das eleições, liberdades civis, controle institucional do poder e liberdade de imprensa. É a camada mais lenta e profunda da democracia.
Pulso Conjuntural — 30%: violência política, condições materiais de vida, participação social e liberdade digital. É a camada mais sensível ao presente.
Revisão Pública: o índice é um processo em construção, transparente e aberto à crítica. A análise da realidade não se encerra em si mesma, mas se refina no debate coletivo.
Camada histórica: a metodologia também inclui comparação entre governos passados, para que o termômetro mostre memória política, variação histórica e disputa de projeto.
Ver histórico dos governos Ver indicadores Voltar ao topo| Governo | Período | Nota | Leitura preliminar |
|---|---|---|---|
| FHC II | 1999–2002 | 6.1 | Estabilidade formal com limites sociais e concentração econômica. Liberdades civis preservadas; soberania material restrita. |
| Lula I | 2003–2006 | 6.8 | Ampliação social significativa e maior presença popular no pacto institucional. Redução da desigualdade com estabilidade democrática. |
| Lula II | 2007–2010 | 7.2 | Melhora social consistente e maior dinamismo da participação. Contradições institucionais presentes, mas soberania material em expansão. |
| Dilma I | 2011–2014 | 6.7 | Direitos sociais em disputa, tensão institucional crescente. Avanços materiais com pressão política sobre o governo. |
| Dilma II / Temer | 2015–2018 | 4.9 | Crise política, austeridade fiscal e enfraquecimento da soberania popular. Impeachment contestado e retrocesso de direitos. |
| Bolsonaro | 2019–2022 | 3.8 | Ataques sistemáticos às instituições, desinformação organizada e violência política. Período de maior risco democrático da série. |
| Lula III | 2023–atual | 6.0 | Reconstrução institucional com disputa social, econômica e informacional intensa. Avanços reais convivendo com pressões estruturais. |
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